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Mostrando postagens de novembro, 2022

História 27 - História de Cláudia Rosa - "Às mulheres, que muito me amaram"

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  Essa é uma história que narra, algumas das linhas da vida de uma mulher. Conquanto, essas linhas vêm entrecortadas, como veios de rio, de tantas outras linhas da vida, de outras mulheres. São as mulheres de Cláudia Rosa. Brota no coração de Cláudia Rosa, como uma nascente, uma grande vontade de honrar, cada uma delas. A personagem central dessa história, como já foi dito, chama-se Cláudia Rosa. Nascida em São Paulo, mas filha de uma mãe carioca, de Natividade e de um pai nordestino, de Atalaia, sertão de Alagoas. Dessa união, nasceram três filhas. Cláudia Rosa é a caçula. Nascida, quando suas irmãs já eram maiores, numa outra fase de vida, de sua mãe. Sua mãe era uma mulher que sustentava sua família, a mãe e os irmãos. Trabalhou na indústria da Colgate, como chefe de uma seção. Compreendia o inglês, mesmo tendo frequentado bem pouco a escola e amava o conhecimento. Gostava de cinema e de ler. Era uma mulher considerada muito bonita, vaidosa e inteligente. O pai de Cláudia Rosa f...

História 26 - História de Lilian: "Do ofício de professora, lapidar a sua joia"

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  Diz que era uma vez, uma mulher chamada Lilian, que desde menina, sabia o que gostaria de ser nessa vida. Lilian tornou-se mulher e professora e realizou na sua vida, o sonho da menina que ela foi. Quando pequena foi sabendo aos pouquinhos, desse seu sonho. Tudo, porque observava sua mãe, uma grande professora. Sua mãe não era apenas uma grande professora, ela era uma mulher sábia. Resolvia conflitos, tinha escuta amorosa. Era uma pérola e todos reconheciam isso. Muitas pessoas a procuravam, desde às crianças até aos pais e mães, colegas de trabalho, somente para escutar suas sábias palavras. Lilian nasceu no Rio de Janeiro. Morava em frente à praia. De manhã, brincava na praia e à tarde, ia para a escola. Nas férias, continuava indo para a escola, acompanhando a mãe em seus trabalhos. Ela se lembra com carinho, que em frente à escola, havia uma padaria grande e sempre que acompanhava a mãe, nos recessos, elas comiam pão quentinho com mortadela. Lilian vivia de olhos na mãe, nos ...

História 25 - História de Aline: "Para quem teve asas, sem tirar os pés do chão"

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Diz que era uma vez, uma mulher chamada Aline, que desde menina, sabia bem o que gostaria de ser: uma professora. Assim aconteceu e não poderia ser diferente. Afinal de contas, Aline tinha uma mãe, que pedalava contra o tempo, para estudar. Há algumas décadas passadas, já no mundo contemporâneo, ainda assim, as mulheres só estudavam mesmo, muitas delas, até o quarto ano. A mãe de Aline, com três filhos e um marido que trabalhava como caminhoneiro, o que a deixava muito sobrecarregada, pelo tanto que ele viajava, mesmo assim, queria terminar os estudos. Era isso o que a Aline via quando era menina: uma mãe que deixava os filhos na escola e de bicicleta, também ia estudar. Essa mãe fazia de tudo para os filhos estudarem. Os irmãos de Aline não puderam frequentar a educação infantil, antigamente chamada de "prezinho", porque eles moravam muito longe. Porém, quando chegou a vez de Aline, a caçula, sua mãe encontrou uma maneira, até porque ela também queria estudar. Na ida, a mãe ...

História 24 - História de Regina : "Uma professora anunciada"

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  Diz que era uma vez e ainda é, uma professora chamada Regina, que passou a sua vida lecionando em escolas municipais. Em 2018, chegou à EMEI Monteiro Lobato, após ter se aposentado na rede municipal de Taboão da Serra. Chegar à EMEI foi para Regina, como aportar no paraíso. Para ela, uma das escolas mais bonitas em que já trabalhou. Quando ela olha para essa escola, só consegue pensar na menina serelepe, que ela já foi e ainda é. Em como ela teria gostado de brincar e balançar, num parquinho tão cheio de árvores e vida. Essa menininha que ela já foi, brincava e muito, numa rua de terra, na zona leste de São Paulo. Sempre junto de sua irmã, com quem ela aprontava. A mãe sempre comprava dois yakults, para cada uma das filhas. Disfarçadamente, Regina, furava os dois yakults da irmã e colocava leite no lugar. A irmã sempre dizia que tinha gosto de leite. A mãe dizia que era assim mesmo, uai, o que mais ela queria. Até o dia em que a mãe experimentou, após tanta reclamação, da filha m...