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Mostrando postagens de agosto, 2022

Um giro pela Segunda Roda de Histórias de Vida da Emei Monteiro Lobato

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  No mês de agosto, completamos a segunda roda de Histórias de Vida da nossa comunidade escolar. Já foram escritas e narradas 14 histórias, entre familiares, educadores e funcionários. No link abaixo, você poderá conferir a playlist com as 7 histórias do mês de agosto. Já foram compartilhadas 7 histórias no mês de Julho. 7 histórias no mês de agosto. Em setembro, voltaremos com nossa terceira roda de histórias. Enquanto isso, aproveite para revisitar as suas preferidas e escutar aquelas que você perdeu. Boa escuta. Continuaremos com esse bonito compromisso de apresentar a todos 7 histórias por mês, até completarmos 70 histórias de vida.  Clique no link e acompanhe as 7 histórias do mês de agosto, que completaram até agora, 14 histórias.  https://youtube.com/playlist?list=PLbRoq9ZK4iEuZarrTGduVgGV1CPoHDidI

História 14 - História de Rosivânia - "Quem vem da terra quase nasce professor, pois não quer o fruto, quer a semente

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             Quem vem da terra quase nasce professor, pois não quer o fruto, quer a semente Diz que era uma vez, uma menina que trabalhava tanto, que mesmo tão pequena, valorizava e até mesmo precisava, desse tempinho de ócio, para descansar e refazer-se um pouco. Deitava-se embaixo de uma árvore e punha-se a sonhar. Sonhava com um tempo mais à frente, quando se tornaria uma mulher. Queria estudar, isso ela já sabia. Morava na roça essa menina, em Pernambuco e seu nome era Rosivânia. Em sua família, todo mundo tinha um nome que começava com a letra "R". Seus pais tinham sido retirantes. Haviam morado em lugares improvisados, sempre próximos à terra, onde houvesse trabalho. Por isso, se achavam muito abastados por terem conseguido com o suor e as rugas, um pedaço de chão, só deles, o sítio da família, onde labutavam muito para viver. Mas nem por isso, a vida era fácil. Nem para as crianças. Rosivânia e a irmã, quando não estavam com a mãe...

História 13 - História de Camila - "Mudas de Felicidade"

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  Diz que era uma vez uma mulher chamada Camila, que aprendeu a fazer um caminho às avessas, de sair do que está bem estabelecido para o que vai sendo construído. Esses movimentos bonitos da vida, acabam muitas vezes, sendo descobertos, quando nasce uma criança. Crianças fazem essas coisas, elas distorcem essa ideia de relógio. Nada parece caber no dia e ao mesmo tempo, uma pequena coisa dita por eles ou um pequeno gesto, tomam conta de todo o tempo e eis que paramos um pouco. Foi assim com Camila, que resistiu em parar e ter um filho, que trabalhou até a bolsa estourar, que continuou trabalhando até que pensou: e esse menininho que canta, inventa e ri e é meu "companheirinho"? Seu filho, Felipe, quando entrou na EMEI Monteiro Lobato ganhou quintal, encantou-se em aprender e a mãe, Camila foi gostando de estar mais perto, de fazer menos, correr pouco, para estar com ele. Até mesmo quando somos crianças, damos um jeito em estar na rua, na terra, em árvore, porque infância é li...

História 12 - História de Claribel - "Doces frutos de Claribel - Azedo é para quem não amadurece, o doce é para quem floresce"

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    Azedo é para quem não amadurece, pois o doce é de quem floresce   Diz que era uma vez, uma incansável professora, chamada Claribel, de sorriso claro como o azul do céu. Parece que talvez seu nome pudesse ser a mistura de Clara e Isabel. O pai queria chamar sua filha única, entre dois filhos homens, de Clarisbela ou Clarisbel, mas no cartório, só permitiram Claribel. Nascida no interior de São Paulo, Claribel, não é Clara e nem Isabel, mas é quase duas e se preciso for, será mais. Aos 64 anos, tendo exercido seu ofício por 30 anos, como professora, aposentou-se pelo Estado de São Paulo. Ainda está em exercício pela Prefeitura de São Paulo, há 15 anos e desde 2019, compõe a equipe da EMEI Monteiro Lobato. Claribel, trabalha agora, não mais pelo sustento ou pela necessidade humana de colocar-se no mundo, apenas para deleitar-se. Só tendo a liberdade dos 64 anos, para deixar o riso escorrer solto, mesmo narrando agruras...

História 11 - História de Raquel - "Quando uma mãe também vai para a escola"

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  Essa é a história de Maria Raquel, mas ela gosta mesmo, de ser chamada de Raquel, para viver um capítulo bordado agora, em outras tonalidades, de barro, de tinta, de amor e de alegria, na companhia de seus dois meninos, Leonel e Thelmo. A "Maria Raquel" vive lá na sua infância, quando brincava junto com a Maria Carolina. Eram duas irmãs Maria, como hoje, são dois irmãos, Leonel e Thelmo. As duas Marias só não faziam ideia de que brincar tanto, juntas, havia perfumado a mãe que hoje, a Raquel tornou-se, de sorriso largo e que só deseja que os filhos sejam felizes. Raquel não sente a menor preocupação com o que vão ser quando crescer, os seus dois meninos. Apenas gostaria muito que eles sentissem o quanto viver é maravilhoso. Ela mesma, sentiu isso, assim bem grande, quando eles nasceram. Parece que os filhos perfumaram sua vida, com esse frescor de casa bagunçada, brinquedo espalhado, barro no pé e colo quentinho. Maria Raquel e Maria Carolina, quando eram meninas, sentiam q...

História 10 - História de Greice

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  Essa é a história de uma menina, hoje mulher, chamada Greice, filha do meio, abraçada sempre pelo irmão caçula e pelo mais velho. Sua narrativa é quase um conto de fadas. Toda princesa ou príncipe, no mundo das histórias, precisa passar por uma jornada, vencer uma prova. Para isso, contam com objetos mágicos, que vão surgindo pelo caminho. As provas pelas quais passam esse príncipe ou princesa, começam quando algo se rompe e terminam, quando um tesouro é encontrado ou um nó é desfeito, pela nobreza do coração. Portanto, preparem-se, pois nossa valente princesa irá começar a sua jornada e quando chegar ao mar, ela terá encontrado um grande tesouro. Diz-se então, que nossa valente princesa, morava no fundo do bar, de seu pai. Ali, reuniam-se tantos homens, como cavaleiros na taverna, sempre a tomar mais uma e a brindar pela vida ou pela desdita. Enquanto os homens brindavam, mais a amargura do que a alegria, Greice, seus irmãos e tantos primos brincavam no fundo do bar, onde ficava...

História 9 - História de Alexandre - "Festa no portão, nos menores gestos"

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            Diz que era uma vez, um menino nascido em ninho único, rodeado por suas duas árvores, mãe e pai, no bairro da Liberdade, morando mesmo, na Vila Maria e depois, em Itaquera, zona leste de São Paulo. A mãe de Alexandre, esse era o nome do menino, dizia-lhe que uma mãe e um pai serviam para dar asas, aos filhos. Alexandre teve seus filhos e eles têm asas, mas também gostam de viver bem juntinho das asas do pai, da família, assim como ele mesmo, que possui aquela incoerência dos pássaros, que sabem procurar seus ninhos sozinhos, mas fazem questão de se juntar ao bando. Seu bando, seu pai e sua mãe, parecem duas grandes árvores, de troncos largos, que a vida toda de alguma forma, ofereceram galhos altos para empurrar Alexandre. Desde pequenininho, ele gostava tanto de olhar para os pais. Tem viva em sua memória, ele, deitado no berço, ao lado da cama dos pais, só sentindo o café espalhar-se pela casa e as ondas do rádio. Enquanto o pai e mã...

História 8 - História de Taize - Um conto de raízes

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    Esta é a história de uma mulher, que desde menina, carrega duas fotos, duas mulheres, duas avós, que já foram carregadas pelas suas bisavós e que foram carregadas pelas suas tataravós. Nessa dança do tempo, quem foram essas mulheres? Essa é a grande pergunta de Taize e por isso, ela vive a olhar as fotos de suas mulheres, como quem olha para o espelho do rio, tentando enxergar o fundo. Quais foram suas histórias, seus lugares de nascida, seus sonhos de menina? Taize até conheceu suas duas avós, a que carregou seu pai e a que carregou sua mãe. Mas elas eram apenas a "vó", mãe do pai e a"vó", mãe da mãe. Taize ainda lembra, a "vó", mãe do pai, descendia de indígenas. Seus cabelos lisos, seu silêncio comprido, como compridos eram seus cabelos. Vó indígena? Vó "bugra", como dizia sua mãe. Mas é um sonho de Taize, saber de que etnia teria feito parte sua vó, sua bisavó, sua tataravó. Taize só sabia que o pai tinha vindo, aos quinze anos, para São ...